quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012



E viva a Unidos da Tijuca, campeã do carnaval 2012!
Como já disse fico prestando atenção na letra dos enredos, nas fantasias, carros alegóricos, querendo ouvir dos comentaristas as justificativas para o que o carnavalesco pensou.
E a Unidos da Tijuca falou sobre Luís Gonzaga," caba arretado" que tem muita música boa; são alegres, engraçadas, tristes. Eu como filha de nordestino, cresci ouvindo o Gonzagão e com  a minha vivência no Ceará fiquei mais próxima deste universo, tanto musical, como do povo, das crenças, artesanato, festas populares, etc. E vi muita coisa retratada na escola do Paulo Barros.
O primeiro e o segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira estavam maravilhosos!
O carro que trazia as esculturas de Mestre Vitalino ficou espetacular! Aquele efeito de barro foi fantástico! E todo artesanato representado.
A Asa Branca ficou ótima saindo do bolo!
Como sempre Paulo Barros dá um show!



foto de Antonio Lacerda/Efi
 
1º casal de porta-bandeira e mestre-sala (sortimentos.com)

2º casal de porta-bandeira e mestre-sala (oglobo.globo.com)

foto do jornal O Povo on line/AFP



(ofuxico.terra.com.br)

(joaoalberto.com)















terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Mais carnaval
http://www.linkatual.com
Pulando e circulando pelo carnaval do Rio, a gente se emociona, aliás o Brasil é um país maravilhoso, falo do povo, da alegria, da criatividade, das escolas de samba, aquele espetáculo que é o desfile das escolas. Hoje vi na São Clemente, que homenageava os musicais, no final ela mostrava o próprio carnaval como o maior musical do mundo, nunca tinha pensado que é realmente. Fico prestando atenção nos sambas, fantasias, alegorias  e  tudo mais. Deve ser muito emocionante um carnavalesco, um mestre de bateria ver aquele show acontecer. E passando pela Presidente Vargas estes dias parei para pensar na logística da coisa. Aquele monte de carros alegóricos, um mundo de gente para se organizar, cantar junto sem atravessar o samba, a bateria, meu Deus! Aquilo é fantástico!! Temos muito para mostrar, um país enorme, com vários Estados e um carnaval diferente do outro, com suas peculiaridades. É pra gringo ficar doido e nós orgulhosos!!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

 E chegou o CARNAVAL!!

Brasil Pandeiro por Luigi Bertolli http://youtu.be/Vn7HbmFnp 


Eu como neta de pernambucano, com alma nordestina e coração carioca adoro carnaval! Foram muitos, em vários lugares, mas o de Recife/Olinda é campeão. Em Recife todo lado tem carnaval. É um carnaval engraçado, irreverente, inteligente e a cultura é tão presente. O povo faz questão de mostrar as tradições, a bandeira do Estado é sempre exposta e ela é linda! A decoração do Recife antigo (um dos locais onde a concentração de bares, blocos e foliões é enorme) é sempre interessante, por exemplo homenagearam Ariano Suassuna e tudo girava em torno de seus personagens. Tenho muitas lembranças do carnaval de Olinda, quando a folia era praticamente toda alí. Eram tantos blocos, tanta ladeira, muita alegria e o que me chamava a atenção era que em toda aquela bagunça a cultura se apresentava de várias formas. E o ritmo do frevo é um caso a parte! Aliás são muitos ritmos.

Este trechinho é do hino do Bloco Elefante de Olinda, super tradicional.

Composição de Clídio Nigro/Clóvis Vieira. O Clube Carnavalesco Misto Elefante foi criado em 1952, quando um grupo de rapazes saiu pelas ruas do centro histórico de Olinda, segurando um biscuit representando um elefante e cantando uma música improvisada.

...Olinda! Quero cantar a ti esta canção
Teus coqueirais, o teu sol, o teu mar
Faz vibrar meu coração, de amor a sonhar
Em Olinda sem igual
Salve o teu Carnaval!

boi exposto no Shopping Paço Alfândega

cabloco de lança no Shopping Paço Alfândega












































































































































a bandeira do Estado estampada na roupa do grupo de maracatu (mundodastribos.com)

os famosos bonecos (dreamguides.edreams.pt)

maracatu rural (acertodecontas.blog.br)

 

 

 

 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Calçados em Aratama
Esta cidade fica em Assaré, cidade do poeta Patativa. Cheguei neste grupo e fiquei impressionada, eles só tinham no galpão um esmeril que lixavam as solas, uma mesa precária, iluminação fraca, porém muita garra! E nos fizemos tudo completamente manual, desde o tingimento do couro de bode até a montagem das sandálias.
Utilizei outros formatos para sola, usei como detalhe a linha encerada que serve para a costura do couro e o crochê que graças a Deus onde eu chegava tinha sempre alguém que sabia fazer! Acho lindo!
Este grupo infelizmente não existe mais, precisavam de investimento, tentaram e não conseguiram. Não tinham condições de assumir encomendas. E assim muitos grupos e associações acabam, o artesanato vai perdendo força, os mais jovens não seguem o ofício, pois não veem futuro. 

artesãos durante a consultoria

 


 



calçados produzidos antes da consultoria







calçados produzidos durante a consultoria








 

domingo, 5 de fevereiro de 2012


A casa da Bida em Tabuleiro Alegre
Quando chegava a época das chuvas, eu como toda boa medrosa entrava em pânico! Tenho pavor de insetos, rã, morcego, rato, cobra, sapo até vai! E neste período os bichinhos resolvem dar o ar da graça! E como algumas casas não tem forro (é só as telhas, sem laje) é mais fácil para eles entrarem.
Estava indo para mais uma consultoria em Tabuleiro Alegre. Quando o acesso era difícil o SEBRAE me levava até o local e este foi um deles. Logo que cheguei, deixei as sacolas e estávamos conversando no alpendre (varanda) quando ouvi um barulho! Para meu espanto eram duas cobras!! E a Bida, artesã, dona da casa me disse que nunca tinha acontecido antes (mas os bichinhos me adoram). Para encurtar a história no dia seguinte ela matou as duas. Êta mulher danada! Corajosa e disposta que só ela!
Neste trabalho utilizamos palha de carnaúba e uma das formas de tecer é fazendo tranças e depois ir costurando-as. Esta prática não estava sendo usada, apenas uma artesã sabia fazer e foi importante o resgate, ela ensinou para as outras e conseguimos criar bolsas que foram feitas de muitas maneiras com vários pontos.
Fiquei uma semana no sítio, e me deliciava com a nata batida que virava uma espécie de requeijão, comia com tudo que podia! Nestas viagens tem muita coisa gostosa e muitos presentinhos como bolos, mel, manteiga de garrafa, queijos...


a casa onde fiquei e era realizadda a consultoria

a artesãs trabalhando

produto da consultoria
produto da consultoria

produto da consultoria

     produto da consultoria















































  produto da consultoria 


































pausa para admirar a paisagem













a paisagem



























































 tio da Bida

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012


lugar para tomar banho

cisterna, provavelmente vazia
renda filé
Esta comunidade, em Quixelô não tem infra-estrutura, a água só chega em carro pipa. Não tem nada perto. As artesãs produzem renda filé, um trabalho lindo, porém o atravessador compra por preço de banana e revende nas cidades por um valor maior para turista e lojistas.





Vai boiadeiro que a noite já vem
Guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem...
(Luiz Gonzaga)

O Vaqueiro
Andei por muitos lugares onde eu olhava em volta e via tudo cinza, meio marrom. Uma paisagem seca, o sol forte e praticamente ninguém no caminho! Fui em comunidades onde não pude ficar pois não havia água e nenhuma infra-estrutura. Levávamos a esperança de melhora de vida e se não acontecia era uma frustração, para todos!
Ficava impressionada com as distâncias que as pessoas caminhavam a pé, com resignação, fé e um conformismo quase inacreditáveis diante de toda a adversidade. Estive em casas simples, muito simples, mas de uma limpeza e cuidado onde me sentia uma rainha, tamanha a atenção que recebia!
Acho que todo povo do sertão tem espírito de vaqueiro: um forte, corajoso, lutador, desbravador!
Mas como todos eles precisam de oportunidades. Vi projetos de agricultura onde a água chega e tudo floresce. Tem também o projeto São José que acumula água das chuvas para o tempo da seca. Estas pessoas precisam achar um caminho lá onde nasceram e se criaram e para isto é necessário boa vontade política, empenho em criar fábricas, incentivar o artesanato, o turismo, trazer projetos para agricultura, procurar saídas e não falo de paternalismo.




   vaqueiro - foto Eta Novais             
Assaré


meninos artesãos em Assaré














bom ouvir o barulho do chocalho
uma das casas que nos apoiava
interior da casa

projeto de agricultura irrigado e com uso de energia solar

  produtos em couro desenvolvidos na consultoria em Assaré  


produtos em couro desenvolvidos na consultoria em Assaré

  
Esta consultoria foi realizada em Assaré no Sítio Baxio Grande em 2010, desenvolvi com adolescentes maravilhosos produtos em couro (chaveiro, porta-celular, estojo, bolsinha, capa de bloco e marcador de livro). Foi muito prazeroso este trabalho, pois os meninos estavam entusiasmados e cada peça que ficava pronta era uma festa!
Neste local há um projeto muito interessante de agricultura, irrigado e utiliza energia solar. Comia tudo fresquinho, uma delícia!